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Tudo flui, nada permanece igual


Ninguém “pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”, pois na segunda vez já não será o mesmo rio, uma vez que aquela água já se foi, é outra…

Você pode banhar-se no mesmo rio diversas vezes. Entretanto, nunca poderá banhar-se na mesma água daquele rio duas vezes. Você poderá entrar no mesmo rio diversas vezes. Mas você nunca será o mesmo a cada vez que nele entrar.

Assim como a água de um rio que passa por uma pequena região, numa pequena cidade, ao longo de diversas gerações, somos nós. A cada dia temos novas experiências acerca de nós mesmos e estas experiências fazem com que sejamos diferentes, momento a momento.

As pessoas creem que não mudam. Que como pedra são estáticas, sólidas, impenetráveis. Mas somos água corrente. Algumas vezes límpidas e transparentes e noutras barrentas e lodosas. Em algumas fases de nossa vida tornamo-nos sólidos e gelados, noutras ficamos líquidos e quentes.

Há estágios mais avançados em que a temperatura e o estado se alteram, e transformamo-nos em vapor, em gás, em pleno estado de sublimação.
As pessoas creem que são o rio.
Esquecem que o rio é a água que nele corre e que sem o leito, os vales, as chuvas e temporais nada mais existiria no local além de um vale seco.
Muitas pessoas se transformam num vale seco. Outras, numa lagoa de água estagnada e mal-cheirosa.

O que faz de nós rios caudalosos, nutridores e belos?
Justamente a certeza que somos água e não o rio. A certeza que sempre estaremos exercendo nossa função enquanto seres humanos. 
Mas que para chegarmos à sublimação, teremos que nos desapegar do estado de gelo sólido. É a certeza que, mesmo estando passeando ao redor do mundo, feito nuvem, esperando a hora de voltar a ser líquida, temos dentro de nós nossa essência, nossa natureza diferenciada e igual a todos os demais seres humanos.

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